Primeiro
letrinhas, desenhos, caligrafia, depois veio a cartilha “Caminho suave”, que
foi minha porta de entrada para a leitura e escrita.
Segui lendo bastante contos, poesias, crônicas até que
consegui o certificado do ensino fundamental.
Amava a leitura.
Tive então um grande obstáculo, pois meu pai considerava
este grau o suficiente. Fiquei então um ano afastado, lendo jornais e revistas velhas,
ficava ciente de notícias meses após o acontecido.
Lutei, e mesmo contra a vontade de meu pai, ingressei no
ensino médio “Colegial”.
Tive certo bloqueio, pois alem da perseguição infundada
de meu pai, o professor me empurrava goela abaixo, aqueles livros de literatura
com suas letras minúsculas. Eu achava extremamente cansativo.
Devido às pressões, parei na metade daquele ano, me
fortaleci espiritualmente e voltei no ano seguinte, lendo tudo que via a
frente, procurando o lado bom de cada leitura.
Ensino médio “Colegial” se foi, livros e livros.
Nível superior, artigos científicos, resenhas, livros e
livros, mais nível superior, pós-graduações, cursos, pesquisas e publicações.
Hoje ler é como comer, não se vive sem.
Eis ai o poder da leitura e da escrita, outrora a
pergunta, “Professor, com quantas linhas?”. Hoje, “Professor, quantas linhas
devo reduzir?”.
Minhas primeiras experiências em leitura foi o incentivo do meu pai em ler gibis. Posteriormente comecei a achar livros sérios na casa dos meus avós, onde tinham muitos mapas antigos dos anos 70 e 80. Já na pré-adolescencia, me interessei em ler a Bíblia Sagrada, principalmente o livro de Genesis que fala como tudo começou e onde também senti pela primeira vez, a imaginação fluir. Daí para frente, ler livros pelo pedido de professores era o maior prazer em entender e compreender.
ResponderExcluirNa minha opinião, o ato de ler e escrever é uma missão para a vida inteira e que não tem preço. Afinal, ler é viver!!!